segredos
Todos os teus fãs de coisa nenhuma a se embriagar nesta linguagem esguia, sexy e bem lubrificada.
Turbinam-se entediados de uma sexta-feira qualquer solitária à margem de um rio fedido.
Com as mãos cansadas inundam com sêmem as águas que insistes em transformar em oceano vazio.
Sempre a duelar outras histórias e escárnios metódicos o desejo reprimido de cruzar uma boca de um canto ao outro.
Poucos sabem como eu sobre o efeito de uma simples pétala, palavras doces e uma taça de tinto no teu coração.
Queria ser menos, mas não posso.No fundo, me divertes. Queria ser menos canalha e não gozar desse prazer tirado de matérias tão sórdidas, líquidas e rubras. Sou e pronto:
canalha. As minhas palavras viram verbetes ao teu exagero disfarçado de sensatez e, como um verbo carnudo a circular guloso na pele do meu cotidiano, danço. Derrama teus versos sobre os lençóis brancos da minha cama e delira com masturbações pós-modernas.
Eu apenas observo e digo sim, sim, sim... peço mais, mais, mais. Sou cúmplice nessa utopia depravada. Sou quase
(in)feliz.