Meu nome é... deixa eu ver....bem, isso não importa. Não mesmo. Falo pouco para ter nome. Penso compulsivamente, em doses cavalares, isso é verdade, mas, conclusivamente, falo muito pouco para ser importante a ponto de você precisar do meu nome. E, além do mais, na esteira dessas coisas que conversamos, sei que você sente uma necessidade absurda de nominar as coisas. Sim, todas as suas coisas precisam de nomes para serem colocadas devidamente nas gavetas etiquetadas e formalmente organizadas em ordem alfanumérica. Por isso, no meu caso, você terá de transigir. Ou, então, deixar-me numa pasta qualquer chamada de “
Diversos”. E, estarei ali com minhas poucas palavras e com a cabeça explodindo de idéias. Você sabe disso. Eu contei. Contudo, as idéias são tão transparentes quanto fadas. E, nem mesmo eu acredito em fadas.
De qualquer forma, estamos livres. Eu, colocado de forma aleatória como é do meu costume. Corro risco, afinal ser aleatório com alguém como você é um risco tremendo. Inominável. Você, ao contrário, sempre fez questão de que eu soubesse (e visse) todas as suas coisas e supõe que fez isso de forma bem clara. Gramaticalmente. Insisto em dizer-te que a tua gramática está em mutação. Você fica irritada e faz dezenas de protestos.
Hããããã?? se eu tenho certeza? Não, não tenho. Tenho certeza de pouquíssimas coisas. Por isso, penso muito mais do que falo. Para não ter que ficar por aí procurando certezas. Sinceramente, tenho preguiça de ter muitas certezas. É como equilibrar pratos em varetas e conheço poucas pessoas com essa habilidade. Não sou uma delas. O máximo que tenho são constatações mínimas e cotidianas. E sonhos.