Telegrama Lisboeta...
A curva não cansa, apesar de enorme. Essa curiosidade colada nas solas dos meus sapatos faz tudo ser transitório, tão transitório que tenho a ilusão do infinito. Como um pássaro a voar certo de não pousar nunca, espero meus pulmões explodirem em pleno vôo. E, ao planar inconsciente no azul profundo, na queda do antigo corpo que jaz morto, ressuscito.