esboço da quinta carta...
Não pára. Não! O jeito é circular nas diferentes aplicações (mesmo tão amarrados à essência do “eu”) para recolher das imagens e palavras um conceito que caiba justo nesse cotidiano. Na gangorra do acordar e dormir, sufocado entre o horário comercial e os olhos extenuados às três horas da madrugada, eu quero para você só o luxo dos dias amenos. Se é possível atender aos sinais –
e sempre é – cata disto tudo que está acontecendo novas releituras imediatas e sem artifícios. Estas são as lições possíveis. Depois, mais leve, flutua só por uns minutos nas utopias e cenas díspares, aleatórias, escapistas, indizíveis, por puro deleite. Mas só por alguns poucos minutos.
Se não há controle sobre o fantástico –
e não há – resta não aprisiona-lo entre os dentes, nem desejar a surpresa. Pelo contrário, sugar deste agora, do presente que insistimos em subestimar, uma essência firme e real.
Não pára, não há sentido em ficar olhando o ciclo das coisas acontecendo e julgar ser possível uma parada. Nunca. É ilusão controlar o tempo. Estamos decompondo.